INTERNACIONAL – O governo dos Estados Unidos sinalizou uma mudança de escala em sua estratégia de segurança para a América Latina. O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, afirmou que as Forças Armadas dos EUA planejam realizar operações terrestres em conjunto com nações aliadas da região para combater diretamente organizações ligadas ao narcotráfico.
A declaração foi feita durante visita oficial ao Panamá e aponta para a aplicação de métodos de combate desenvolvidos nas últimas décadas no Oriente Médio ao contexto do hemisfério ocidental. Segundo Hegseth, o objetivo de Washington é reproduzir em terra o “mesmo efeito” das investidas navais que já vinham sendo executadas contra embarcações suspeitas no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico.
O chefe do Pentágono ressaltou que as Forças Armadas americanas estão trabalhando em estreita colaboração com governos parceiros, citando nominalmente Colômbia e Equador — países onde forças dos EUA já chegaram a realizar incursões operacionais coordenadas. Hegseth pontuou que qualquer organização designada como terrorista que ameace os cidadãos americanos passará a ser tratada como um alvo militar direto.
A nova diretriz reflete o endurecimento do discurso e das táticas do governo norte-americano, que busca aplicar ferramentas de inteligência, rastreamento e ataques precisos contra a infraestrutura do crime organizado transnacional. Por outro lado, a possibilidade de ampliação de tropas e ações terrestres na região desperta discussões entre diplomatas e defensores dos direitos humanos a respeito da soberania dos países latino-americanos e dos riscos de desestabilização regional.

