ECONOMIA – As vendas de automóveis e comerciais leves no Brasil registraram alta de 15,54% em julho na comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando 265.695 unidades emplacadas. Os dados foram divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e apontam também um avanço de 2,02% em relação a junho.
O principal motor desse crescimento foi o programa federal Carro Sustentável, que reduziu alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis mais leves e com menor índice de emissões. Os modelos beneficiados pelo programa registraram um salto de 29,4% no volume de vendas em relação aos números observados antes do incentivo fiscal.
Considerando todo o setor automotivo — somando automóveis, picapes, furgões, caminhões, ônibus, motocicletas e implementos rodoviários —, o país contabilizou 504.574 novos emplacamentos no mês. O volume representa uma expansão de 10,17% no confronto anual e consolida julho como o terceiro melhor resultado da série histórica da entidade.
De acordo com o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, o mercado vem sendo sustentado pela busca por renovação de frotas e pela competitividade entre as fabricantes. Entre os destaques setoriais, o segmento de caminhões reverteu a trajetória de queda e subiu 18,89% frente a junho (alta de 7,16% na base anual), enquanto as motocicletas avançaram 3,11% em relação a julho do ano anterior. O segmento de ônibus cresceu 4,26% no comparativo mensal, mantendo recuo de 2,32% no acumulado anual.
Diante do desempenho positivo no primeiro semestre, a Fenabrave manteve sua projeção para o fechamento do ano, estimando um crescimento global de 8,6% nos emplacamentos, com a expectativa de ultrapassar 5,3 milhões de veículos comercializados em todo o país.
Redação, com informações da Agência Brasil

