CULTURA & ENTRETENIMENTO – A cinebiografia Michael, dirigida pelo cineasta Antoine Fuqua, superou a marca de US$ 1,016 bilhão em bilheteria global, tornando-se o primeiro filme biográfico musical a ultrapassar a barreira de US$ 1 bilhão e consolidando-se como a maior arrecadação da história do gênero cinematográfico. O resultado representou também a maior bilheteria histórica da produtora Lionsgate, com cerca de dois terços das receitas vindas do mercado internacional.
O impacto da produção transcendeu as salas de cinema e provocou uma corrida às plataformas digitais. Na semana seguinte à estreia, as músicas de Michael Jackson somaram 137,5 milhões de reproduções sob demanda nos Estados Unidos — melhor índice do cantor na era do streaming. O clássico “Billie Jean” chegou ao 1º lugar da Billboard Global 200, enquanto a coletânea The Essential Michael Jackson e álbuns históricos como Thriller e Bad retornaram com força às paradas de vendas dos EUA e do Reino Unido.
O sucesso bilionário fortalece a gestão financeira do espólio do astro, que atuou como coprodutor e investidor do projeto. Desde a morte do cantor em 2009, os administradores já geraram mais de US$ 3,5 bilhões em receitas acumuladas, revertendo antigas dívidas por meio de produtos oficiais, musicais da Broadway (MJ The Musical) e acordos de catálogo com a Sony.
Contrastes na Família Jackson e Novos Projetos
Nos bastidores da família, o longa projetou o sobrinho do astro, Jaafar Jackson (filho de Jermaine), que estreou como protagonista interpretando o tio. A produção executiva contou com o filho mais velho de Michael, Prince Jackson, além do apoio público de Bigi Jackson.
Por outro lado, o lançamento expôs divergências: a filha do artista, Paris Jackson, criticou o roteiro por considerá-lo excessivamente adocicado, enquanto Janet Jackson pediu para não ser retratada na obra. A cantora, que celebra quatro décadas do álbum Control, prepara-se para filmar um show especial em dezembro na Flórida para lançamento nos cinemas.
Com uma sequência já em estágio de desenvolvimento, Michael redefiniu o padrão comercial das cinebiografias em Hollywood, demonstrando como uma obra audiovisual pode reativar estrategicamente marcas históricas e atrair novas gerações.

