Diante de um índice de infestação do mosquito Aedes aegypti de 5,8% – considerado de alto risco pelo Ministério da Saúde –, a Prefeitura de Coronel Fabriciano intensifica o combate ao vetor com um mutirão no bairro Surinan nesta quarta-feira, 17 de dezembro. A ação, motivada pela confirmação de um caso de dengue na localidade, tem como objetivo vistoriar residências, eliminar criadouros e orientar a população para frear a proliferação do mosquito transmissor da dengue, Zika e Chikungunya.
A Prefeitura de Coronel Fabriciano, por meio da Vigilância em Saúde, está em campo nesta quarta-feira, 17 de dezembro, com uma força-tarefa essencial para a saúde pública: um mutirão de combate ao mosquito Aedes aegypti no bairro Surinan. A iniciativa não é isolada; é uma resposta direta e urgente a dois fatores alarmantes: a confirmação de um caso de dengue na localidade e os resultados do último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2025, que apontou um índice de infestação predial de 5,8% no município, muito acima do parâmetro de segurança de 1% estabelecido pelo Ministério da Saúde.
Durante o mutirão, agentes de endemias percorrem as residências do Surinan realizando vistorias minuciosas, orientando os moradores sobre os cuidados necessários e recolhendo materiais inservíveis que possam acumular água parada e se transformar em criadouros do mosquito. A ação visa cortar o ciclo de reprodução do Aedes no local onde um caso da doença já foi confirmado, impedindo que ele se espalhe.
Os dados do LIRAa trazem um panorama detalhado e preocupante da situação no município. O índice de 5,8% consolida uma tendência de risco que oscilou ao longo do ano: 3,8% em janeiro, 4% em junho e 1,2% em agosto. A análise por bairro revela localidades em situação crítica, classificadas como de alto risco de infestação (acima de 3,9%). O bairro Frederico Ozanam lidera com um índice alarmante de 33,3%, seguido por Contente e Manoel Maia, ambos com 21%. Outros bairros como Pedreira, Alipinho e os diversos setores do Caladinho também apresentam índices elevados, superando os 11%.
O relatório também expõe os principais “inimigos” dentro das próprias casas. Os recipientes onde mais foram encontradas larvas do Aedes são objetos do dia a dia: vasos de flor (15,2% dos focos)
, potes e bacias (14,2%) e tanques (12,4%). Caixas d’água, bebedouros de animais, baldes e pneus também figuram na lista, evidenciando que a vigilância interna é tão crucial quanto as ações públicas.Apesar do cenário de infestação favorável, o número de casos de doenças transmitidas pelo mosquito (arboviroses) permanece controlado, por enquanto. De outubro até a presente data, foram confirmados apenas três casos: um de dengue no Surinan e dois de Chikungunya no Santa Cruz. Este dado, contudo, soa como um alerta, e não como um alívio. A gerente da Vigilância em Saúde, Vânia Tavares, faz um apelo contundente à população: “A gente pede que a população fique atenta, principalmente nesta época de chuvas, porque o ovo do mosquito demora pouco tempo para eclodir. Isso faz com que possamos ter uma epidemia nos próximos meses se não tomarmos os cuidados necessários. A Vigilância está realizando as atividades, porém, pedimos a colaboração de todos nessa guerra.”
O mutirão no Surinan é a primeira de uma série de ações que devem se estender por outros pontos críticos da cidade nas próximas semanas. A estratégia da Prefeitura é clara: combinar o trabalho técnico das equipes de saúde com a parceria indispensável de cada cidadão, numa verdadeira mobilização comunitária para eliminar focos de água parada e proteger Coronel Fabriciano de uma possível epidemia de arboviroses no verão. A prevenção, hoje, é a única e mais eficaz vacina.

