O artista ipatinguense Luciano Botelho, integrante do Grupo Hibridus Dança, viaja para Berlim entre 12 e 19 de outubro para uma residência artística com o coreógrafo alemão Chaim Gebber. O intercâmbio é viabilizado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) de Ipatinga.
Uma parceria artística que atravessa mais de duas décadas ganha novo capítulo em outubro, quando Luciano Botelho, integrante do Grupo Hibridus Dança, embarca para Berlim, Alemanha, para uma residência artística com o coreógrafo Chaim Gebber, diretor da Open Scene Cia. de Dança. O intercâmbio, que ocorre entre 12 e 19 de outubro, integra o projeto “Novos Olhares da Dança como Experiência e Memória”, aprovado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) da Prefeitura de Ipatinga.
A trajetória colaborativa entre Botelho e Gebber começou em 2002, quando o coreógrafo alemão ministrou uma oficina em Ipatinga a convite de Hélia Barbuto. Desde então, a afinidade artística resultou em diversas colaborações internacionais, incluindo residências anteriores em Berlim financiadas por leis de incentivo locais, espetáculos como “Da Carne ao Corte” (2015) e apresentações em festivais na China, Coreia do Sul e Itália.
“Esta residência permitirá revisitar espaços que inspirem minha pesquisa há dez anos, aprofundando reflexões sobre memória, identidade e resistência”, explica Luciano Botelho. O artista destaca que tanto a história alemã quanto a de Ipatinga carregam narratives de transformação e resiliência, temas que serão explorados durante o trabalho com Gebber.
Em 2021, o Hibridus trouxe pela primeira vez a companhia alemã a Ipatinga durante a 15ª edição do ENARTCi – Encontro de Dança Contemporânea de Ipatinga, também através de recursos da Lei Aldir Blanc. Agora, o intercâmbio inverso fortalece os laços entre as duas companhias e consolida a presença da produção artística ipatinguense no cenário internacional.
O projeto “Novos Olhares da Dança como Experiência e Memória” reafirma a vocação do Hibridus Ponto de Cultura em construir pontes entre memórias, corpos e comunidades, demonstrando como políticas públicas de cultura podem fomentar trocas artísticas significativas e projeção internacional de artistas locais.
A residência em Berlim representa não apenas um marco na carreira de Luciano Botelho, mas também um testament do impacto contínuo dos investimentos em cultura na formação de redes criativas globais a partir do Vale do Aço.




