O Hospital Márcio Cunha (HMC) deu um salto tecnológico na área de diagnóstico por imagem. A instituição acaba de implantar um sistema de Inteligência Artificial (IA) em seu equipamento de Ressonância Magnética, um investimento de aproximadamente R$ 1 milhão. A nova tecnologia, chamada Air Recon DL, promete revolucionar o serviço: reduz o tempo de exame entre 30% e 50%, gera imagens muito mais nítidas e diminui a sensibilidade aos movimentos do paciente, elevando a precisão diagnóstica e o conforto durante o procedimento.
A busca pela excelência no diagnóstico médico ganhou um aliado de alta tecnologia no Hospital Márcio Cunha (HMC). A instituição, referência em saúde no Vale do Aço, acaba de implantar um sistema de Inteligência Artificial (IA) em seu equipamento de Ressonância Magnética, reforçando seu compromisso histórico com a inovação, a precisão e a humanização do cuidado.
O avanço consiste na aplicação do software Air Recon DL, da GE, em um upgrade do sistema de ressonância magnética Voyager, de 1.5 Tesla. “Aplicamos o software Air Recon DL, que utiliza inteligência artificial para reconstrução das imagens, reduzindo ruídos e artefatos e garantindo imagens mais nítidas”, explica Roosevelth Machado, coordenador de Engenharia Clínica do HMC. O investimento, da ordem de R$ 1 milhão, traz benefícios diretos e mensuráveis: “Com isso, é possível diminuir o tempo dos exames entre 30% e 50%, além de melhorar a robustez em situações de movimento do paciente”, completa. A instituição planeja estender a mesma tecnologia para outro equipamento, o ressonador Pioneer de 3 Tesla, já em 2026.
Na prática, a inovação atende a uma demanda fundamental dos pacientes: agilidade e conforto. “A inteligência artificial entrega exatamente o que eles mais desejam: maior agilidade na realização dos exames e ampliação da disponibilidade de agendas”, destaca Cristina Faleiro, gerente de Serviços de Diagnóstico do HMC. A redução do tempo na sala de exame torna a experiência menos desgastante, especialmente para idosos, crianças ou pacientes com dificuldade de permanecer imóveis por longos períodos.
Para a equipe médica, o ganho é em precisão e segurança. O médico radiologista Dr. Renato Milagres enfatiza o salto qualitativo: “Estamos falando de imagens com maior sensibilidade e especificidade diagnóstica. Isso resulta em diagnósticos mais precisos e mais segurança para o paciente”. Ele ressalta ainda que a eficiência da IA amplia a capacidade de atendimento do hospital, seguindo uma tendência global da radiologia de protocolos cada vez mais rápidos.
O diretor técnico do HMC, Dr. Alexandre Silva Pinto, contextualiza o investimento dentro da missão da instituição. “A Fundação São Francisco Xavier e o Hospital Márcio Cunha têm um compromisso permanente com a inovação e a atualização tecnológica. Buscamos sempre oferecer mais qualidade assistencial e segurança, sem medir esforços quando o benefício é direto para o paciente”, afirma. Segundo ele, os impactos são abrangentes: exames mais rápidos, imagens superiores e ganho de produtividade dos equipamentos.
“Trazer tecnologia é ampliar a segurança, a eficiência e a confiança no diagnóstico. É assim que seguimos, colocando o paciente no centro das nossas decisões”, conclui Dr. Alexandre. A implantação da Inteligência Artificial na ressonância magnética não é apenas um upgrade técnico; é a materialização do compromisso do HMC em oferecer medicina de ponta, acessível e centrada nas reais necessidades de quem busca cuidado e saúde.
Sobre o Hospital Márcio Cunha:
Hospital geral de alta complexidade com 60 anos de atuação, o HMC possui 558 leitos, incluindo uma unidade exclusiva para oncologia. Atende a uma população de mais de 1,6 milhão de habitantes de 87 municípios mineiros, com cerca de 500 médicos em 58 especialidades. No último ano, realizou aproximadamente 5.200 partos, 36 mil internações, 18 mil cirurgias e 60 mil sessões de hemodiálise. Foi o primeiro hospital do Brasil acreditado em nível de excelência (ONA III) e está entre os melhores do país segundo a revista Newsweek.

