O Hospital Márcio Cunha (HMC) escreveu um novo capítulo na medicina do Vale do Aço ao realizar, em janeiro, a primeira ressonância magnética cardíaca pediátrica da história da região. O exame, feito com segurança em uma criança de apenas dois anos de idade, representa um salto tecnológico e assistencial, ampliando o acesso a diagnósticos cardíacos avançados para a população infantil local.
A cardiologia pediátrica do Vale do Aço acaba de ganhar um instrumento de precisão inédito. A realização da primeira ressonância magnética cardíaca em uma criança pelo Hospital Márcio Cunha não é apenas uma conquista técnica, mas uma revolução no acesso ao diagnóstico especializado. Até então, famílias com crianças suspeitas de cardiopatias complexas precisavam se deslocar para grandes centros, como Belo Horizonte, enfrentando logística, custos e atrasos no início do tratamento. Agora, esse cuidado de ponta está disponível na própria região.
A Importância do Exame e o Desafio em Pacientes Pequenos
A ressonância magnética cardíaca é um exame não invasivo e que não utiliza radiação, sendo ideal para a avaliação repetida de pacientes pediátricos. Ela oferece uma visão tridimensional detalhada do coração, permitindo diagnosticar com precisão cardiopatias congênitas, cardiomiopatias e avaliar resultados de cirurgias cardíacas prévias. Sua capacidade de quantificar a função cardíaca com exatidão é um diferencial crucial para condutas médicas assertivas.
O grande desafio em pacientes muito jovens, como a criança de dois anos atendida, é a necessidade de imobilidade completa durante a aquisição das imagens. Para isso, o exame pode exigir sedação controlada, realizada por uma equipe anestésica especializada. Todo o processo no HMC foi conduzido por uma equipe multiprofissional capacitada, seguindo protocolos rigorosos de segurança, em um ambiente preparado para alta complexidade.
Especialização e Compromisso com a Excelência
O procedimento foi conduzido pela Dra. Nathália Fernandes Simões, cardiologista com especialização em Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada Cardíaca. A presença de uma profissional com essa subespecialização garante a máxima qualidade técnica e a interpretação precisa das imagens, assegurando um diagnóstico confiável.
Para o diretor técnico do HMC, Dr. Alexandre Silva Pinto, a conquista é estratégica. Ela reflete os investimentos contínuos do hospital em três pilares: tecnologia de ponta, infraestrutura adequada e, sobretudo, na capacitação de seus profissionais
. “Estamos oferecendo às crianças da região um cuidado que antes só era possível em grandes centros”, destacou.Impacto Para as Famílias e Para a Região
Além do evidente avanço tecnológico, a disponibilidade do exame no HMC tem um impacto humano profundo. Para as famílias, significa menos angústia, menos custos com deslocamento e hospedagem, e um diagnóstico mais ágil, que pode acelerar decisões terapêuticas potencialmente salvadoras.
O Hospital Márcio Cunha, que já é referência em alta complexidade com acreditação de excelência (ONA III) e reconhecimento nacional, reforça com este marco seu papel como indutor do desenvolvimento da medicina regional. A primeira ressonância cardíaca pediátrica é um símbolo de que a saúde de excelência pode e deve ser democratizada, garantindo que crianças tenham, desde os primeiros anos de vida, acesso ao que há de mais moderno e seguro em diagnóstico cardiovascular.


